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Cura após mordida de cachorro
Maria Otília L. Carrubba
Carla, minha filha caçula, estava com dezesseis anos, quando, certo dia, ao sair de casa para a escola, foi mordida na perna pelo nosso ca-chorro. Como ele era grande, a per-na dela ficou bastante machucada. Nesse dia, eu iria levar também as crianças da vizinha para o colégio. Então, minha filha me disse para eu ir, que ela me esperaria em casa. Em seguida, ligou para uma Prati-cista da Christian Science, pedindo ajuda pela oração.
A caminho da escola, cantei vários hinos da Christian Science e orei afirmando que a Verdade, Deus, é o único poder e que Ele cria, protege e mantém todos os Seus filhos, por isso, minha filha estava sob os cuidados divinos.
Quando cheguei em casa, lavei a perna dela e vi que os cortes ha-viam sido profundos. A princípio fiquei apavorada, esquecendo-me por alguns minutos de que Deus é Pai e Mãe. Aos poucos, fui absor-vendo a realidade divina de que a identidade espiritual da minha filha não havia sido atingida e de que eu poderia ver somente sua perfeição como reflexo de Deus. No dia seguinte, ela quis ir ao co-légio, porque tinha prova. Levei-a e, após trinta minutos, Carla me ligou da escola pedindo que fosse buscá-la. Ao chegar lá, encontrei-a aos prantos. Ela me disse que só voltaria para a escola quando a perna melhorasse, porque todos diziam que ela teria de tomar uma injeção contra o tétano.
Já em casa, estudamos juntas a Bíblia e Ciência e Saúde, dei-lhe al-guns Arautos para ler e fui para o tra-balho. Procurei não comentar com ninguém sobre o ocorrido, pois me esforcei em ter só bons pensamen-tos. Além disso, não queria escutar comentários amedrontadores.
Os telefonemas não cessavam: as mães das colegas, preocupadas, tentavam me orientar quanto ao que eu deveria fazer. Muitas delas, esposas de médicos, me explicavam sobre o tétano. Carla não atendia aos telefonemas, pois não queria contaminar os pensamentos com as preocupações das colegas. Foi muito difícil para mim ouvir os co-mentários de que, por minha filha ser ainda adolescente, se algo lhe acontecesse, eu seria a responsável. Uma prima, que é pediatra, me dizia que o tétano se manifesta em sete dias. Ela ligou durante os sete dias seguintes para saber sobre Carla. Foram momentos de muita oração. O veterinário também me ligou e disse que era imprescindível que ela fosse vacinada. Perguntamos à Carla se ela não queria tomar o soro anti-tetânico, mas ela se negou. Quando conversávamos e eu demonstrava certa preocupação, ela me dizia que estava bem e confiante no governo de Deus sobre ela.
Eu procurava me apoiar nos ensinamentos da Christian Science, principalmente na Exposição Cien-tífica do Ser (ver Ciência e Saúde, p. 468), orando para compreender que a Mente infinita é Tudo-em-tudo e tanto a Carla quanto o cachorro eram manifestações dessa Mente. Tanto nessas orações quanto na firmeza de minha filha, encontrei forças para não ceder a pensamen-tos negativos ou temores e para não me afastar da Verdade divina.
Carla deixou de ir à escola apenas dois dias e conseguiu sair do período considerado crítico, de sete dias, sem injeção alguma, somente confiando na proteção de Deus por Seus filhos. Não teve nenhum problema, o que provou que a oração como ensina a Christian Science fez com que as previsões negativas e temerosas não se concretizassem. Seu restabeleci-mento foi completo e aprendi muito com essa experiência.
As bênçãos divinas que se manifestam na minha família, dei-xam-me repleta de gratidão. Des---cobrir como harmonizar a vida por meio da confiança em Deus é algo maravilhoso. A Christian Science realmente mostra como os ensinamentos bíblicos são aplicáveis para resolver desafios diários e como todos podem absorvê-los, independentemente da idade. A Escola Dominical propiciou às minhas duas filhas uma base espiritual de grande valor, que edificou a confiança delas em Deus e contribuiu para que obtivessem harmonia, estabilidade e êxito em.
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